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Pensão
alimentícia:
Segundo
o artigo 229 da Constituição Federal de 1988,
os pais devem assistir os filhos até estes completarem
21 anos. Há casos em que esta assistência pode
continuar após a maioridade. Isto ocorre quando o filho
estiver cursando uma faculdade cuja carga horária não
permita que este exerça uma atividade que lhe propicie
rendimentos para o seu sustento. O fato do pai ou do marido
possuir outra família não vale como argumento
para requerer revisão da pensão. Todavia, se
a ex-mulher estiver trabalhando, o ex-marido pode pedir revisão
da pensão já que esta pode dividir as despesas
dos filhos.
É
possível proibir os parentes do seu ex-cônjuge
de visitar o seu filho?
O
estatuto da criança e do adolescente dita que a convivência
familiar é importante para a criança desde que
não a prejudique. Os avós, por exemplo, possuem
legitimidade para propor uma ação regulamentando
as visitas, em caso de negativa por parte de quem detém
a guarda da criança.
É
possível mudar o regime de bens ao longo do casamento?
Não
é possível mudar o regime jurídico do
casamento. Caso exista algum tipo de problema, é necessário
achar outra solução. Imagine o seguinte exemplo:
casados sob regime universal de comunhão de bens, Maria
e José compraram vários imóveis com o
salário de Maria. Mas, José, muito esperto,
registrou todos os imóveis em seu nome, excluindo Maria.
Para reverter esta situação, Maria deverá
entrar com uma ação judicial requerendo a anulação
ou uma retificação das Escrituras no Registro
de Imóveis visando acrescentar seu nome. Todavia, para
tal, José será obrigado atestar sua contribuição
na compra ou doar parte a Maria. Caso exista um conflito judicial,
será obrigação de Maria reunir documentos
e testemunhas que provem sua participação.
Como
é possível reconhecer a paternidade de uma criança?
Na
verdade há duas maneiras. A primeira é através
de um exame de DNA ou apenas com os testemunhos (pessoas sem
graus de parentesco) que presenciaram o relacionamento dos
pais antes da gravidez. O exame de paternidade pode ser feito
em laboratórios ligados a órgãos públicos.
É interessante ressaltar que é válido
o procedimento de entrar simultaneamente com uma ação
investigação de paternidade e uma ação
de alimentos. Desta maneira, após o reconhecimento
da paternidade o juiz pode estabelecer definitivamente o valor
de uma pensão.
Como
ocorre a separação judicial e/ou divórcio?
O
pedido de divórcio pode ser feito por qualquer um dos
cônjuges que se sentir prejudicado pelos atos de seu
companheiro. É possível requerer a separação
de corpos antes da judicial. Após comunicar o juiz
das razões da separação, se o cônjuge
quiser, poderá sair de caso sem a acusação
de abandono do lar. Os filhos só são retirados
da mãe por uma ordem judicial (caso seja prejudicial
a eles). Caso a mãe se mude para o exterior, o pai
pode requerer à Justiça a modificação
da guarda alegando que tal atitude vai cercear seu direito
a visita. Se o regime for de comunhão parcial de bens,
os bens adquiridos antes do casamento não entram na
partilha. Após, serão divididos igualmente.
Qual
o prazo para entrar com o pedido de divórcio direto?
O
prazo para ingressar com um pedido judicial de decretação
de divórcio direto do casal é de dois anos após
a separação de fato, ou seja, a partir do momento
da ruptura do convívio a dois como casal. Antes disso,
pode-se entrar com um pedido de separação judicial,
posteriormente convertido em divórcio.
Quando
não há casamento no Registro Civil, como configurar
a relação a dois?
A
inexistência de casamento "no papel" implica
na necessidade de reconhecimento da situação
do casal, como se casados fossem, no regime chamado de "união
livre e estável".
Para
tanto, há que se provar a convivência em comum
por algum tempo (a lei não fala quanto, mas a jurisprudência
têm se firmado no reconhecimento a partir de dois anos),
sob o mesmo teto, com objetivo de ficar junto, sendo a relação
pública, estável e duradoura, nos termos do
art. 1º da lei 9.278/96.
Quais
os direitos oriundos de uma relação de sociedade
de fato ou união livre e estável?
Após
o reconhecimento judicial de tal relação, os
direitos, tendo o cônjuge contribuído, ainda
que indiretamente par a formação do patrimônio,
são, neste aspecto idênticos, ao casamento por
comunhão parcial de bens, ou seja, serão divididos
todos os bens adquiridos a partir do início da relação
com as características que a configuram, salvo quando
exista estipulação contrária em contrato
escrito.
Dissolvida
a relação, aquele que não possuir condições
de se manter sozinho, pode pedir alimentos do outro, provando
sua necessidade e a possibilidade da parte contrária.
Se
um dos companheiros morrer, o sobrevivente, enquanto não
constituir nova união ou casamento, terá direito
de continuar morando na casa destinada à residência
da família.
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